A mobilização social contra os desmandos do governo Bolsonaro ganhará um importante capítulo nos próximos dias: a Greve Geral de 14 junho. Convocada pelas centrais sindicais, a paralisação nacional irá reforçar a luta contra a Reforma da Previdência, contra o desmonte da educação pública e a favor da geração de empregos.

A mobilização foi convocada no dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, e desde então vem sendo construída pelos mais diversos setores da sociedade. Um dos desafios é repetir o êxito da Greve Geral de abril de 2017, que conseguiu abalar a relação do governo de Michel Temer com o Congresso Nacional e impedir a aprovação da Reforma da Previdência.

Educação, emprego e aposentadoria

A principal pauta da Greve Geral do dia 14 de junho é a luta contra a Reforma da Previdência. A proposta do governo Bolsonaro altera drasticamente as exigências para os brasileiros se aposentarem. Para os servidores públicos, o tempo de contribuição será maior, assim como a alíquota de contribuição. Apesar disso, as aposentadorias serão menores nas novas regras.

Além dessa pauta, a defesa da educação pública também estará presente na mobilização. Nas últimas semanas, os brasileiros reagiram aos cortes orçamentários impostos pelo Ministério da Educação (MEC) às universidades federais e à educação pública. Milhões de pessoas tomaram as ruas em protesto por uma educação pública e de qualidade. A ideia é que, no dia 14 de junho, a luta contra o desmonte das universidades seja fortalecida.

Por fim, a Greve Geral tem o objetivo de pressionar o governo Bolsonaro pela implementação de medidas de combate ao desemprego. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego voltou a crescer no Brasil e, atualmente, atinge 13,1 milhões de brasileiros.

Os números desmentem a alegação do Governo Federal de que a flexibilização dos direitos trabalhistas poderia estimular a economia. Enquanto as decisões políticas de Bolsonaro servirem somente ao rentismo e ao mercado financeiro, a situação não irá se reverter.

UFSC terá programação especial

Para a comunidade acadêmica da Universidade, os atos em defesa da Previdência Social começam hoje (13), às 17h30, com uma assembleia universitária na Praça da Cidadania da instituição.

Após a atividade, docentes, estudantes e servidores-técnico administrativos estão sendo convocados pela Comissão Unificada da UFSC para participarem de um acampamento contra a Reforma da Previdência, que será montado dentro do campus.

Programação unificada

No dia da Greve Geral, a concentração de trabalhadores, entidades sindicais e movimentos sociais começa às 9h na Praça de Lutas, localizada no centro de Florianópolis, ao lado do Terminal de Integração do Centro (Ticen).

De lá, os manifestantes seguem para um ato unificado com trabalhadores da educação de todos os níveis de ensino e dezenas de outras categorias. A manifestação irá acontecer às 16h, no Largo da Catedral.

Greve Geral foi tema de assembleia

A Greve Geral de 14 de junho foi assunto da assembleia geral ordinária realizada pela Andesufsc na manhã de ontem (12).

Os professores filiados à entidade decidiram pelo apoio irrestrito às atividades propostas pela Comissão Unificada da UFSC, responsável pela organização do cronograma para a data de luta na Universidade.

Outras deliberações

A assembleia também discutiu outras questões relativas ao desmonte da educação pública em todo o Brasil.

Os docentes deliberaram a contribuição de R$ 2.000,00 para o Fundo Nacional de Solidariedade às universidades estaduais baianas, que passam por uma situação muito delicada causada por grandes cortes orçamentários. A redução no orçamento nessas instituições tem prejudicado a pesquisa acadêmica e afetado direitos dos professores, como aposentadoria integral, assistência médica e licença prêmio.

A assembleia também deliberou os nomes dos representantes que irão ao 64º Congresso Nacional do ANDES-SN (CONAD), que vai acontecer entre 11 e 14 de julho, na Universidade de Brasília (UnB). A presidente da seção sindical, Adriana D’agostini, foi eleita como delegada. Já o docente Paulo Rizzo foi escolhido como observador e suplente.

Por fim, os professores também apreciaram e aprovaram a prestação de contas da entidade referente ao ano de 2018.

Serviço

Greve Geral contra a Reforma da Previdência

Data: 14/6/2019 (sexta-feira)

Concentração: 9h

Local: Praça de Lutas, ao lado do Ticen – Centro – Florianópolis – SC

Fonte: Andesufsc