Os debates sobre a Reforma da Previdência entraram em uma fase decisiva na Câmara dos Deputados. Diante da promessa do Governo Federal de liberar R$ 5,6 bilhões em emendas orçamentárias para os parlamentares que votarem a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019, a expectativa é que o texto seja aprovado ainda nesta quarta-feira (10) e siga para apreciação do Senado.

Nesse cenário alarmante, a Andesufsc convocou os docentes filiados à entidade para rediscutirem estratégias de enfrentamento à proposta. As discussões aconteceram em uma assembleia geral extraordinária realizada na tarde de ontem (10).

Os professores que participaram da atividade deliberaram três blocos de ações de luta. O primeiro deles é propor que a Comissão Unificada da UFSC construa um forte calendário de lutas para o segundo semestre e pressione o Conselho Universitário (Cun), que precisa se posicionar em defesa da seguridade social.

A Andesufsc também irá encaminhar uma solicitação ao Fórum de Lutas em Defesa dos Direitos para que a pressão sobre os deputados e senadores catarinenses seja intensificada e os parlamentares não votem em favor do desmonte catastrófico da Previdência Social.

Por fim, os docentes também reforçaram a importância da participação nas atividades de luta do dia 12 de julho. A agenda do dia de mobilização já foi divulgada no site da entidade, e pode ser conferida neste link.

Para a presidente da Andesufsc, Adriana D’agostini, a luta em defesa das aposentadorias entrou em uma etapa decisiva, em que a adesão de todos à mobilização será crucial para defender a Previdência.

“O Governo Federal está fazendo uma grande articulação para aprovar a PEC 6/2019 em questão de dias. Construímos um movimento grande e forte nos últimos meses, mas é preciso acelerar e pressionar ainda mais para evitar que a nossa seguridade social seja destruída. Agora mais do que nunca, precisamos de unidade e luta coletiva”, reforça Adriana.

Não à toa, outro posicionamento deliberado na assembleia foi apoiar que a Comissão da UFSC no 64º Conselho Nacional do ANDES-SN (Conad) defenda a reconstrução do plano de lutas em defesa da educação e da Previdência, promovendo até mesmo uma discussão nas bases sobre uma possível greve no segundo semestre.

O Conad começa amanhã (11) e vai até o dia 14 de julho, em Brasília.

Delegados para o 4º Congresso da CSP-Conlutas

Durante a reunião deliberativa, os professores também elegeram os representantes da entidade para o 4º Congresso da CSP-Conlutas, que irá acontecer de 15 a 18 de agosto, em São Paulo.

Os docentes escolhidos como delegados foram Paulo Marcos Rizzo e Otávio da Silveira. Já Astrid Baecker Ávila e Mauro Titton serão os suplentes.

Neste ano, o evento irá debater o combate unificado aos retrocessos que estão sendo instaurados pelo Governo Federal, como a Reforma da Previdência e os ataques à educação pública.

Fonte: Andesufsc