No dia 12 de abril, a Andesufsc levou algumas das principais preocupações dos docentes da UFSC ao reitor da universidade, Ubaldo Cesar Balthazar. A audiência foi solicitada no dia 27 de março e abordou temas que têm sido fonte de muitas dúvidas para os professores nestes primeiros meses do ano, incluindo a extinção das Funções Gratificadas.

A revogação dos adicionais foi oficializada pelo Governo Bolsonaro no dia 12 de março, por meio do Decreto 9.725/2019.

A seção sindical questionou a reitoria sobre os impactos da publicação na UFSC, e a informação concedida pela pró-reitora Carla Búrigo foi de que a instituição deve ser afetada com a suspensão de 365 FGs 4, 5 e 6. Uma consulta formal sobre o tema já foi encaminhada ao Ministério da Economia, e a universidade deverá ter respostas sobre os procedimentos adotados em breve.

“A decisão representa a precarização das condições de trabalho para chefes de departamentos e coordenadorias. É um ataque muito grave que integra a política de desvalorização docente e a guerra aos serviços públicos decretada pelo Governo Federal desde o início do mandato. Nós, enquanto seção sindical e em consonância com as orientações do ANDES-SN, estaremos mobilizados para não aceitar e nem permitir que os professores sejam coagidos a aceitar esse retrocesso”, explicou a presidente da Andesufsc, Adriana D’agostini.

Outros assuntos                  

O encontro também discutiu outros temas, como questões orçamentárias da universidade e a realização de concursos para técnicos-administrativos e docentes, que estão com convocatórias previstas para 2019.

Outro ponto de pauta da reunião foram os processos de progressão funcional da carreira docente que estão em atraso desde o ano passado. De acordo com a reitoria, os pagamentos atrasados que passam de R$ 30.000 precisam de autorização especial de Brasília, e devem ser pagos nos próximos meses.

A seção sindical também solicitou a elaboração de um documento oficial da administração da universidade se posicionando em favor da liberdade de cátedra e contra o Escola sem Partido. O reitor se comprometeu a acatar a sugestão, tendo a cartilha do ANDES-SN sobre o tema como embasamento.

Por fim, a Andesufsc reivindicou que a UFSC organize uma ação de esclarecimento sobre os retrocessos da Reforma da Previdência e seus impactos nas vidas dos docentes.

Fonte: Andesufsc