Docentes de todo o país se reuniram em Brasília de 11 a 14 de julho para o 64º Conselho do Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). A Andesufsc participou do evento, que reuniu 238 representantes das 64 seções sindicais e reiterou o compromisso do movimento docente com as lutas em defesa da educação pública, dos direitos sociais e das liberdades democráticas.

Em meio aos debates e articulações sobre o futuro da luta dos docentes, o 64º Conad incorporou à sua programação o ato que marcou o Dia Nacional de Lutas contra a Reforma da Previdência no dia 12 de julho. Na Esplanada dos Ministérios, os docentes se uniram a estudantes, trabalhadores de outras categorias e movimentos sociais para lutar contra o desmonte da educação e da seguridade social.

Em consonância com a deliberação dos docentes durante a assembleia realizada na UFSC no dia 10 de julho, a ANDESUFSC esteve presente no Conad e no ato unificado do Dia Nacional de Lutas para fortalecer a luta pela educação pública e pelo direito a uma aposentadoria digna.

Greve Nacional da Educação

Durante o 64º Conad, docentes e representantes sindicais debateram formas de resistência aos ataques do governo Bolsonaro à educação e aos direitos sociais. Uma das principais deliberações do 64º Conad foi a construção de uma nova Greve Nacional da Educação no dia 13 de agosto. As duas pautas principais da paralisação serão a luta contra o desmonte da educação e a Reforma da Previdência.

O objetivo é repetir o êxito das mobilizações realizadas nos últimos meses – as ligadas à educação nos dias 15 e 30 de maio e a Greve Geral de 14 de junho – e pavimentar o caminho para uma nova Greve Geral no Brasil. Na avaliação dos participantes, as paralisações cumprem um papel fundamental de pressão política e conscientização social sobre o projeto de desmonte do Brasil que está em curso.

Além da mobilização do dia 13, o Conad debateu sobre a necessidade da construção de uma greve da categoria docente contra os ataques as universidades – entre eles, os cortes orçamentários, as ofensivas contra a autonomia universitária e as propostas de privatização do ensino e da pesquisa no país.

A luta pelas liberdades democráticas também foram reforçadas durante o encontro. Os representantes das seções sindicais decidiram fortalecer a atuação no Fórum Sindical Popular e de Juventudes por Direitos e Liberdades Democráticas e impulsionar a construção da Frente Nacional da Escola Sem Mordaça nos estados e municípios.

Fonte: Andesufsc