Dia Internacional da Mulher: data de luta e de resistência

2019-03-06T17:07:56+00:0006 de março de 2019|

Dia Internacional da Mulher. Hoje, com a apropriação do mercado, esse simples título remete a símbolos comerciais relacionados aos papeis sociais estereotipados atribuídos ao gênero feminino. Nessa data, as mulheres são presenteadas com itens que remetem à delicadeza e ao papel da maternidade, de protetora da família e de zelo com o lar.

A origem desse dia, no entanto, está na resistência de milhares de trabalhadoras, que resistiram em fábricas e foram às ruas por seus direitos no início do século XX. Hoje, em homenagem à memória de cada uma dessas operárias, é preciso relembrar o sentido do dia 8 de março da única forma possível: lutando.

Uma luta contínua

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgados no primeiro semestre do ano passado, a taxa de feminicídios no Brasil chega a 4,8 a cada 100 mil mulheres – a quinta mais alta do mundo.

Um levantamento feito pela Universidade de São Paulo (USP) no início do ano mostrou que a situação não tende a melhorar em 2019. Apenas no primeiro mês do ano, foram registrados mais de 100 assassinatos de mulheres com recorte de gênero.

Os dados de violência sexual também são alarmantes. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, um estupro é registrado a cada 11 minutos no Brasil.

“O Dia Internacional da Mulher foi ressignificado varias vezes, já foi dia de luta, se tornou data comemorativa com lógica de mercado e na última década voltou a ser um dia de luta. Por isso, é nosso dever fazer um resgate histórico dessa data e mostrar que temos muitos problemas a serem combatidos e todos eles precisam considerar a mulher. É só com mobilização que poderemos vencer esse cenário”, salienta a presidente da ANDESUFSC, Adriana D’Agostini.

Mulheres que estejam passando por situações de violência podem denunciar as agressões anonimamente discando 180.

Fonte: ANDESUFSC

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