Reunidos em assembleia, os docentes da UFSC disseram, novamente, um sonoro “não” à destruição da educação pública no governo Bolsonaro. A reunião foi realizada na segunda-feira (10) no auditório do EFI, na UFSC, e contou com a participação de mais de cem docentes.

A delicada situação financeira da UFSC pautou o debate. Cortes de bolsas de permanência, redução do número de refeições do Restaurante Universitário e o cancelamento de atividades acadêmicas são algumas das medidas emergenciais anunciadas pela Administração da universidade. A previsão é de que os recursos existentes durem até 15 de outubro.

Além da precariedade estrutural imposta pelo Governo Federal às universidades e institutos, o Future-se, programa do Ministério da Educação (MEC) que prevê a entrega da administração das universidades à iniciativa privada, assombra o futuro da educação federal superior no Brasil.

Diante de tanto descaso, os docentes decidiram por três encaminhamentos de mobilização: aprovar estado de greve, construir coletivamente a Greve de 48 horas da Educação e dar apoio irrestrito à greve dos estudantes.

Luta coletiva

A decisão de aprovar estado de greve foi vista pela categoria como uma das únicas saídas para o labirinto em que o governo Bolsonaro colocou docentes, pesquisadores, técnicos e estudantes. A categoria vai decidir, na próxima assembleia, se e quando paralisa completamente as atividades.

Já a Greve de 48 horas, que tem o indicativo para os dias 2 e 3 de outubro, vai paralisar a atividade de todas as universidades e institutos federais do país por dois dias para dar visibilidade à luta das comunidades acadêmicas.

Na UFSC, os alunos de pelo menos 70 dos 107 cursos já decidiram pela paralisação das atividades até que os cortes orçamentários impostos pelo Ministério da Educação (MEC) sejam revogados.

A decisão de apoiá-los tem um objetivo: somente a unidade entre todos os integrantes da comunidade acadêmica e de toda a sociedade poderá barrar os retrocessos que estão em curso. O levante estudantil na UFSC deve, em breve, inspirar discentes de outras instituições a se mobilizarem ainda mais em defesa da educação pública no Brasil.

Além disso, os docentes encaminharam a organização de uma Semana de Pesquisa e Extensão (Sepex) da Luta em Defesa da Educação e decidiram indicar três professores para o Comitê Anti-Assédio.

Este último encaminhamento se faz ainda mais necessário na intensa mobilização pelo qual passa a UFSC. Momentos como esse geralmente aumentam os tensionamentos e, consequentemente, os casos de assédio por motivação política.

A luta pelas universidades brasileiras está crescendo!

A Andesufsc convida os docentes para participarem dessa mobilização. O futuro da educação brasileira depende de todos nós!

Fonte: Andesufsc