Em Santa Catarina, o dia 30 de maio foi dedicado à luta pela educação pública. Nessa data histórica de mobilização popular, mais de 15 mil pessoas ocuparam as ruas da capital debaixo de chuva, em consonância com o movimento nacional que reuniu mais de um milhão de manifestantes em 208 cidades.

Para a presidente da Andesufsc, Adriana D’agostini, o ato não foi apenas uma prova da rejeição popular aos cortes orçamentários e aos ataques à autonomia das instituições federais de ensino, mas a todos os retrocessos que compõem a conjuntura atual.

“Foi mais um dia lindo da nossa luta. O que nos levou às ruas foi a luta contra o projeto de desmonte do nosso país, marcado pelo preconceito, pela ignorância e pela violência”, explicou Adriana.

Manhã teve mobilização na UFSC

Logo no início do dia, estudantes, docentes e servidores técnico-administrativos se concentraram no hall da reitoria da universidade. A comunidade acadêmica realizou uma análise coletiva da conjuntura e reforçou a urgência de se defender a educação pública em todos os níveis educacionais, bem como a Previdência Social, a saúde pública, e a ciência e tecnologia.

Paralelamente, vários centros acadêmicos da UFSC realizaram mutirões para a produção de faixas e cartazes.

Ato seguiu para Catedral Metropolitana no início da noite

A chuva forte que caiu durante todo o dia não desanimou milhares de pessoas que estavam dispostas a defender a educação pública. A concentração começou por volta das 17h, na Praça Tancredo Neves.

Com cartazes e palavras de ordem, os participantes não denunciavam apenas os cortes orçamentários que podem inviabilizar o funcionamento de várias instituições federais de ensino a partir do segundo semestre, mas também a destruição da seguridade social, caso a Reforma da Previdência seja aprovada.

Muitas pessoas também carregavam materiais em apoio a minorias sociais, que têm sido alvos de discursos belicosos e excludentes de diversos grupos políticos. Cartazes reforçavam o apoio à demarcação de terras indígenas e a urgência da luta contra o genocídio da população negra. Pautas de gênero e em defesa da população LGBTI+ também foram lembradas.

Munidos de guarda-chuvas, os manifestantes passaram pelo Terminal de Integração do Centro (Ticen) conscientizando a população e seguiu pela Avenida Paulo Fontes, onde muitos trabalhadores de categorias não relacionadas à educação se juntaram ao protesto. Por fim, o ato terminou em frente à Catedral Metropolitana.

“Além de ser uma ação combativa importante por si mesma, o ato também foi uma preparação para a construção da Greve Geral de 14 junho. Nas próximas duas semanas, estaremos mobilizando a população para ir às ruas contra a Reforma da Previdência e fazer um movimento ainda maior em defesa do futuro dos trabalhadores”, enfatizou Adriana.

Fonte: Andesufsc