Desde que foi proposto em julho, o Future-se, programa do Ministério da Educação (MEC) que repassa a administração das universidades federais à iniciativa privada, suscitou uma onda de resistência pelo país.

Docentes, técnicos, estudantes e a sociedade se uniram em grandes ações coletivas para barrar tanto o programa como os cortes orçamentários impostos à educação.

Apesar da rejeição massiva ao projeto, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, deve oficializar a proposta do Future-se no formato de projeto de lei, que será encaminhado ao Congresso Nacional. Nele, constarão em minúcias as alterações administrativas que o governo Bolsonaro deseja para as universidades federais.

Até agora, é possível dizer que os posicionamentos públicos de Weintraub sobre Future-se e as universidades oscilaram entre o ridículo e o inaceitável. Em tom jocoso, o ministro publicou vídeos constrangedores na internet, incitou a violência contra estudantes, chegou a declarar que os salários dos docentes são zebras gordas e que professores das federais só trabalham 8 horas por semana.

A luta contra o Future-se está apenas começando. A ANDESUFSC convida os docentes para se somarem às próximas mobilizações em defesa de uma universidade pública, gratuita, democrática, de qualidade e socialmente referenciada!

Fonte: ANDESUFSC