Nem só de verde e amarelo foi feito o 7 de setembro em Florianópolis. A luta e a resistência deram a tônica do feriado na cidade com a 25ª edição dos Gritos dos Excluídos e o Tsunami da Educação. Apesar das particularidades de cada mobilização, o consenso que as uniu é claro: o governo Bolsonaro está destruindo o Brasil.

O tradicional Grito dos Excluídos, construído coletivamente por movimentos sociais, igrejas e entidades que lutam pela justiça social, tomou as ruas da capital com o mote “Este sistema não vale”, uma crítica ao capitalismo. Na edição de 2019, a mobilização condenou o desemprego, o desmonte das políticas públicas e a Reforma da Previdência.

As atividades do Grito são realizadas todos os anos no início de setembro para oferecer um contraponto à narrativa de independência do feriado do dia 7. Em um país estruturalmente desigual, que relega a maior parcela de sua população à pobreza e à desassistência, o evento representa um espaço para a voz dos que são excluídos pela sociedade.

Já o Tsunami da Educação, organizado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), levou a defesa das universidade e institutos federais para as ruas de Florianópolis. A manifestação, realizada nas principais cidades do Brasil, é uma resposta dos estudantes aos ataques de Jair Bolsonaro, o primeiro presidente que governa deliberadamente contra a educação.

Sobram motivos para protestar contra o des-governo. Os cortes orçamentários impostos pelo Ministério da Educação (MEC) estão inviabilizando as atividades de várias instituições.

A UFSC anunciou recentemente que irá reduzir o número de refeições dos restaurantes universitários, congelar o número de bolsas estudantis e reavaliar a realização de eventos acadêmicos por conta do corte.

O Tsunami também rechaçou o programa Future-se, proposta do MEC para repassar a administração das universidades e institutos federais à iniciativa privada. O projeto representa a completa submissão das instituições de ensino à lógica do mercado, o fim da autonomia universitária e a dissolução do tripé ensino-pesquisa-extensão que sustenta a educação superior pública do país.

A Andesufsc apoiou e participou das mobilizações verdadeiramente patrióticas. Somente a coletividade poderá barrar os desmandos do governo Bolsonaro contra os direitos dos brasileiros.

Junte-se a nós nessa caminhada!

Fonte: Andesufsc