No mês do professor, atividades da ANDESUFSC debatem conquistas da categoria

2018-11-27T10:34:42+00:0027 de novembro de 2018|

No Brasil, o Dia do Professor é comemorado em 15 de outubro. Por isso, durante todo o mês, a ANDESUFSC desenvolveu uma programação especial para celebrar o exercício da docência e propor a reflexão sobre a luta da categoria diante da atual conjuntura política.

 Entre os dias 9 e 31 de outubro, a seção sindical organizou lançamentos de livros, atividades culturais, reuniões especiais do Grupo de Trabalho de Seguridade Social e Assuntos de Aposentadoria (GTSS/A) e, é claro, uma animada confraternização para a categoria.

Os debates passaram por temas como saúde laboral, aposentadoria, Previdência e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).

De acordo com a presidente da ANDESUFSC, Adriana D’Agostini, a programação foi idealizada para ser plural e abarcar atividades para todos os gostos. “Ficamos muito felizes com a participação de vários colegas, que se reuniram para debater, confraternizar e fazer arte e política. Tudo foi preparado com muito carinho para a categoria”, explicou.

CAFÉ FILOSÓFICO TEVE EDIÇÃO ESPECIAL

O Café Filosófico integrou a programação do mês do professor com um amplo debate sobre as pautas de luta da categoria neste ano. A roda de conversa Dia do Professor: o que temos a comemorar? convidou os docentes a dialogarem sobre as conquistas históricas da categoria, mesmo diante de retrocessos e desmontes.

A atividade resgatou a importância da luta pela educação como uma ferramenta de transformação para toda a sociedade, principalmente em períodos históricos complicados, permeados por ameaças à democracia.

A resistência dos educadores – tanto daqueles que atuam na educação básica, como os docentes do ensino superior – foi, ao longo de toda a história do país, parte de mudanças importantes, como a oposição à ditadura militar, a luta contra reformas que ameaçam os direitos de toda a classe trabalhadora e o combate direto a políticas neoliberais que almejam instituir desmontes que, se implantados, afetariam toda a população.

É justamente por terem conhecimento da dimensão do papel dos professores – enquanto formadores de saberes e, também, enquanto cidadãos que não fogem à luta em momentos difíceis – que tantos grupos atacam sistematicamente a educação.

As perspectivas para os próximos meses são de mobilização, desafios e enfrentamento. Um futuro próximo já promete percalços como o Escola sem Partido, as tentativas de privatização e mercantilização da educação, e o plano de implantar o ensino à distância irrestrito.

Entretanto é importante não perder de vista que, na realidade brasileira, o exercício da docência sempre precisou estar atrelado à resistência, e isso garantiu muitas conquistas sociais.

garantiu muitas conquistas sociais. “Não há fim para a história. Nossas lutas futuras recolocarão a pergunta sobre o que temos a comemorar e também trarão novas respostas. No momento, não devemos nos deixar abater pela conjuntura complicada. É preciso lembrar tudo o que nossa luta conquistou até aqui”, afirmou Adriana.

A próxima edição do Café Filosófico será realizada no dia 29 de novembro, a partir das 17h30, na sala 526 do Centro de Desportos da UFSC.

Fonte: ANDESUFSC

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