Nota em defesa da UFRJ pública e do reitor Roberto Leher

2018-09-06T15:25:45+00:0006 de setembro de 2018|

A diretoria da seção sindical do ANDES-SN na UFSC se solidariza com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com o reitor Roberto Leher, que neste momento sofrem diversos ataques.

A universidade vem sendo atingida pelos cortes de verbas e o decorrente processo de sucateamento das suas atividades fins e o reitor agora está sendo alvo de repressão e perseguição, como foi exposto na reunião entre banqueiros ocorrida ontem (5), na qual estavam presentes o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, os comandantes do Banco do Brasil, do Itaú Unibanco, do Bradesco, da Caixa Econômica Federal, do Santander, do BTG Pactual e do Safra e o presidente ilegítimo Michel Temer.

Nesta reunião, os banqueiros acenaram um possível apoio financeiro para a reconstrução do Museu Nacional, porém condicionado à demissão do reitor da universidade, Roberto Leher, eleito democraticamente pela comunidade acadêmica da UFRJ. Fica evidente mais esta tentativa dos banqueiros de se apropriarem do patrimônio público, na medida em que escancaram seu projeto de privatização, também defendido por empresários, pautado na administração dos órgãos públicos por uma Organização Social (OS).

Os banqueiros aproveitam-se da comoção pública gerada pela tragédia do incêndio no Museu Nacional para chantagear e avançar com seu processo mesquinho de ampliação dos nichos de mercado e investimentos, visando seu próprio enriquecimento. Cabe destacar que a tragédia em questão foi causada pelo processo de precarização das universidades públicas, gerada pela política vigente, que eles próprios formulam e sustentam.

Defendemos a universidade pública, a produção da ciência, da tecnologia e da cultura pelos órgãos públicos e a qualidade dos serviços públicos tão necessários à soberania da nação. Por isso, conclamamos todos a defender a UFRJ.

Diretoria da ANDESUFSC

Florianópolis, 6 de setembro de 2018.

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