As centrais sindicais de Santa Catarina, preocupadas com o avanço da pandemia causada pelo novo coronavírus (COVID-19) e seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), manifestam sua preocupação com a saúde da classe trabalhadora e por isso orientam as suas entidades a manterem as greves e paralisações marcadas para esta quarta-feira (18) – Dia Nacional de Lutas, Protestos e Paralisações – mas suspender os atos públicos e assembleias que propiciam aglomerações de pessoas.

Reforçamos nossa luta em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), que se tornará ainda mais essencial neste momento crítico, e, por isso, exigimos que o governo suspenda o congelamento dos gastos públicos e volte a investir na saúde pública. A precarização do serviço público é um ataque principalmente aos trabalhadores e à população em vulnerabilidade social, que dependerão exclusivamente do SUS para enfrentarem esta situação de emergência.

Exigimos também que os governos, tanto federal, quanto estadual, suspendam a votação de projetos que interferem na vida da classe trabalhadora, como a Medida Provisória 905 (Carteira Verde Amarela) em nível nacional e a Reforma da Previdência em nível estadual. É inaceitável que Bolsonaro e Moisés, junto com os deputados, usem este momento emergencial da saúde pública para desviar a atenção e aprovar projetos prejudiciais aos trabalhadores na surdina.

Nossa preocupação neste momento é com saúde da população, por isso, é urgente que as orientações da OMS sejam seguidas e todas as atividades que colocam trabalhadores em risco sejam suspensas, em especial, as aulas na rede público estadual e privada. O distanciamento social é a melhor medida para evitar que o vírus se espalhe.

Seguimos unidos da defesa do serviço público e dos bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras.

Florianópolis, 16 de março de 2020

CUT
CSP Conlutas
CTB
CSB
Intersindical
UGT

 

Fonte: ANDES-UFSC